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Quanto tempo leva daqui ao alem? - Mario Persona

Quanto tempo leva daqui ao além? - Mario Persona



https://youtu.be/QCixrt1MZvU


Quanto tempo leva daqui ao além?
Mário Persona

A que distância será que estamos do céu? Quanto tempo levaria para alguém chegar ao céu? Quantos quilômetros teria que percorrer? Vemos em algumas culturas, que alguns povos acreditavam que iriam fazer uma viagem após a morte. Os egípcios levavam os corpos num barco para suas sepulturas, os vikings também sepultavam seus chefes dentro de uma embarcação, porque acreditavam que tinham uma viagem a fazer. Levavam mantimentos também para a sepultura, porque pensavam que precisavam ir a um lugar muito distante.

Mas qual será a distância que estamos do outro lado da vida, do mundo espiritual, segundo a Bíblia? Ela nos dá algumas dicas. Em 2 Reis, no Antigo Testamento, temos uma passagem que é bem impressionante. O povo de Israel está em guerra com o rei da Síria e quando o exército de Israel se apresenta no campo de batalha, ou vai batalhar contra o exército da Síria, os israelitas estão em muito menor número, em grande desvantagem. Vemos o profeta Eliseu em 2 Reis 6:14: "E o servo do homem de Deus se levantou muito cedo e saiu, e eis que um exército tinha cercado a cidade com cavalos e carros; então o seu servo lhe disse: Ai, meu senhor! Que faremos? Então enviou para lá cavalos, e carros, e um grande exército, os quais chegaram de noite, e cercaram a cidade”. Situação terrível esta. A cidade cercada por um grande exército, e eles sem condições de se defender, sem chances de fazer frente àquele exército, estando em muito menor número.

Mas Eliseu responde ao seu jovem servo: “Não temas; porque mais são os que estão conosco do que os que estão com eles. E orou Eliseu, e disse: Senhor, peço-te que lhe abras os olhos, para que veja. E o Senhor abriu os olhos do moço, e viu; e eis que o monte estava cheio de cavalos e carros de fogo, em redor de Eliseu”. O jovem não via, não era capaz, obviamente como qualquer ser humano, de enxergar o mundo espiritual. Ele não via que bem ali, ao lado dele, havia todo um exército de anjos, de seres espirituais, carros, cavalos e carros de fogo, claro que apresentados numa forma que fosse possível para o servo de Eliseu entender que aquilo era um exército que iria batalhar por eles. Aqui podemos ver que estamos muito perto do mundo espiritual. Ele está, poderíamos, dizer, logo aí.

E quanto tempo então leva para uma pessoa passar desta vida para a vida no além? Um piscar de olhos! Esse é o tempo. Quando a Bíblia fala dos salvos em Cristo, quando estes serão transformados para encontrarem o Senhor, ela fala de um piscar de olhos. E isso é literal. Porque é o tempo de fechar os olhos e abrir de novo, para já estar no mundo espiritual. Isso deveria nos fazer um pouco mais solenes e preocupados com a condição espiritual de cada um. Porque nascemos neste mundo e todos sabemos, que ninguém permanece aqui. O cemitério está aí mesmo, para dar prova disso, embora nenhum homem acredite realmente que irá morrer. Interessante pensar nisso. Geralmente quem morre é o vizinho, o parente, o amigo, mas ninguém pensa na própria morte como um fato. Afinal, nunca morremos antes. Se eu disser que você vai ter que extrair um dente, e vai doer, você talvez já tenha passado por tal situação e já tenha doído; se eu disser que você vai tomar uma injeção, e vai doer, você já sentiu essa dor, você sabe o que é; se eu disser que você vai perder dinheiro, você sabe o que é isso, você já perdeu; que você vai se cansar ou vai ficar doente, ou vai ter sede, ou vai ter fome, enfim, todos nós já passamos por experiências assim. Mas se eu disser que você vai morrer, será que você realmente acredita nisso? Porque nenhum de nós morreu antes.

Então o ser humano às vezes, trata de forma leviana essa questão, do quão perto ele está do mundo espiritual. Existe um versículo em Hebreus, que fala que “E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo”. Então, não há depois disso, reencarnação, não existe um túnel até a luz, travessia de um rio distante, viajar por um mar, não! É morrer e o juízo. É isso o que espera o ser humano. Mas alguns não vão ter esse juizo e é disso que vou falar hoje Alguns tem o privilégio, caso encontrem a morte, de não entrarem em juizo, porque Deus prometeu assim.

Mas vamos ver um outro caso também da proximidade que estamos do mundo espiritual. Em Josué 5:13, um livro antes de 2 Reis: “E sucedeu que, estando Josué perto de Jericó, levantou os seus olhos e olhou; e eis que se pôs em pé diante dele um homem que tinha na mão uma espada nua; e chegou-se Josué a ele, e disse-lhe: És tu dos nossos, ou dos nossos inimigos? E disse ele: Não, mas venho agora como príncipe do exército do SENHOR. Então Josué se prostrou com o seu rosto em terra e o adorou, e disse-lhe: Que diz meu senhor ao seu servo? E disse ele: Não, mas venho agora como príncipe do exército do SENHOR. Então Josué se prostrou com o seu rosto em terra e o adorou, e disse-lhe: Que diz meu senhor ao seu servo? Então disse o príncipe do exército do Senhor a Josué: Descalça os sapatos de teus pés, porque o lugar em que estás é santo. E fez Josué assim.”

Josué estava num lugar na terra, mas na presença de um ser celestial. E aquele lugar se tornava especial. Certa vez, isso também aconteceu a Moisés. Ele teve um encontro com Deus e viu um arbusto que se queimava mas não se consumia, Moisés foi examinar o que era aquilo e Deus, que estava ali, falou para ele a mesma coisa “tira as tuas sandálias, porque o lugar em que estás é santo”. Quão próximo está o mundo espiritual deste mundo que conseguimos enxergar com estes olhos muito deficientes, muito limitados! Porque foi preciso que Deus abrisse os olhos do servo de Josué para que ele enxergasse uma coisa maior. Um outro exemplo também está em Gênesis 28:10:

Partiu, pois, Jacó de Berseba, e foi a Harã; E chegou a um lugar onde passou a noite, porque já o sol era posto; e tomou uma das pedras daquele lugar, e a pôs por seu travesseiro, e deitou-se naquele lugar. E sonhou: e eis uma escada posta na terra, cujo topo tocava nos céus; e eis que os anjos de Deus subiam e desciam por ela; E eis que o Senhor estava em cima dela, e disse: Eu sou o Senhor Deus de Abraão teu pai, e o Deus de Isaque; esta terra, em que estás deitado, darei a ti e à tua descendência; E a tua descendência será como o pó da terra, e estender-se-á ao ocidente, e ao oriente, e ao norte, e ao sul, e em ti e na tua descendência serão benditas todas as famílias da terra; E eis que estou contigo, e te guardarei por onde quer que fores, e te farei tornar a esta terra; porque não te deixarei, até que haja cumprido o que te tenho falado. Acordando, pois, Jacó do seu sono, disse: Na verdade o Senhor está neste lugar; e eu não o sabia. E temeu, e disse: Quão terrível é este lugar! Este não é outro lugar senão a casa de Deus; e esta é a porta dos céus.”

Jacó, teve na verdade, uma visão do mundo espiritual, e ele estava tão perto que tinha até uma ligação, uma escada posta na terra, cujo topo tocava nos céus, mas ele não via pessoas, mas anjos, seres espirituais trafegando por essa escada.

Mais uma passagem no livro do profeta Isaías, capítulo 6 versículo1: “No ano em que morreu o rei Uzias, eu vi também ao Senhor assentado sobre um alto e sublime trono; e a cauda do seu manto enchia o templo. Serafins estavam por cima dele; cada um tinha seis asas; com duas cobriam os seus rostos, e com duas cobriam os seus pés, e com duas voavam. E clamavam uns aos outros, dizendo: Santo, Santo, Santo é o Senhor dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória. E os umbrais das portas se moveram à voz do que clamava, e a casa se encheu de fumaça. Então disse eu: Ai de mim! Pois estou perdido; porque sou um homem de lábios impuros, e habito no meio de um povo de impuros lábios; os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos”.

Aqui, Isaías está tendo uma visão dos céus, e ele vê o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono. Ele viu um tempo, um espaço, um lugar no mundo espiritual com serafins, que são uma classe de anjos. Nesta tão grandiosa visão, Isaías vê também o quanto Deus é santo. Sempre que na Bíblia houver uma repetição de palavras, significa uma expressão hebraica indicando o máximo de alguma qualidade. Santo, santo, santo. A santidade de Deus. E Deus é tão santo, que homem algum pode se apresentar diante dEle sem ser consumido. Isaias, tem essa convicção quando diz: “Ai de mim que vou perecendo”. Ele estava perdido, estava na frente de Deus. Será que você tem essa convicção? A Bíblia ensina que nascemos pecadores, porque herdamos o pecado de Adão, que teve o desejo de viver sem Deus. Pecado na sua essência é independência de Deus. Uma pessoa autossuficiente e independente, dona do seu próprio nariz. E isso é uma expressão daquilo que habita nela, o pecado que é algo que todos possuímos em nós. Não há um ser humano que nasça neste mundo que não seja pecador, apenas um nasceu sem pecado, mas ele tinha existência prévia, ele existia antes de nascer, porque era Deus! Jesus, Deus e homem, o filho eterno de Deus. Mas, todos os seres humanos nascem pecadores, e Isaias sabia disso, ele sabia que na presença de Deus iria perecer. Como será que cada um de nós se sente quanto a isso?

Se você tivesse que entrar hoje na presença de Deus, atravessar essa cortina da vida para a vida no além, esse piscar de olhos, esse tempo que será uma fração, um átomo de segundo, como você se encontraria com Deus? Fundamentado em que? Dando que desculpa? Você diria que não é pecador? Ora, não há como você alegar isso, porque a Biblia afirma que somos pecadores e cada um sabe de si mesmo, sabe que é pecador. Todos sabemos que pecamos o tempo todo, até em pensamentos. Como então nos encontraremos com Deus?

Obviamente alguma coisa tem que ser feita antes, que nos torne aptos a entrarmos na presença de Deus e e não sermos consumidos pelo juízo, porque Ele é um Deus justo, Deus é amor, mas a Bíblia fala também que Deus é fogo consumidor. Como então nos encontraremos com Deus nesta cena que está tão próxima? O servo do profeta via todo aquele exército em volta, Jacó via uma escada com anjos, é então um cenário próximo, no qual podemos ser consumidos. E como faremos pra que isso não aconteça? A resposta está no versículo 6, desse mesmo texto de Isaías: “Porém um dos serafins voou para mim, trazendo na sua mão uma brasa viva, que tirara do altar com uma tenaz; E com a brasa tocou a minha boca, e disse: Eis que isto tocou os teus lábios; e a tua iniquidade foi tirada, e expiado o teu pecado”.

Então, o único jeito de entrarmos na presença de Deus e não sermos consumidos, é se a nossa iniquidade for tirada, se nosso pecado for purificado. Aqui, obviamente, esse trecho tem significado simbólico, ele mostra uma brasa viva, e fogo é purificador. Sabemos que quando há doenças epidêmicas, costuma-se queimar os corpos dos mortos, para a epidemia não se alastrar, quando é algo muito perigoso, porque o fogo purifica. Mas este não é um fogo qualquer. O anjo traz uma brasa tirada do altar. Altar na Bíblia, não significa aquela mesa que vemos nos templos religiosos, geralmente uma mesa onde sobre ela é colocado um cálice, um vaso de flores, um enfeite, uma toalhinha, enfim, mas, quando lemos altar na Bíblia, este sempre será um lugar para se por fogo, um lugar para queimar animais. Os altares no começo da Bíblia eram montes de pedras onde eram colocados lenha, a vítima, ou seja, o animal que seria morto, e fogo. E aquele animal era oferecido em sacrifício para Deus. Isso era o altar. Então essa brasa que Isaias vê, vem desse altar.

Os judeus sacrificaram animais aos milhares durante séculos, sempre fazendo lembrança do pecado, para que Deus fosse propício para com eles, porque o animal era morto no altar, e seu sangue retirado antes, levado numa bacia até o interior do templo, ou antes do tabernáculo, no deserto, e lá borrifado em cima da arca da aliança, numa tampa chamada propiciatório, e aquilo tornava Deus propício para com o pecador e não o consumia. Porque aquele animal morria no seu lugar. Era esse o significado do sacrifício do Antigo Testamento, logo, essa brasa, esse fogo de juizo, vindo de um altar, significa uma vítima que morreu nesse altar, e mesmo que Isaias estivesse vivendo antes de Cristo, sabemos que a única vítima que iria satisfazer plenamente todos os requisitos santos de Deus, seria o cordeiro de Deus que veio ao mundo, Jesus. Ele não seria queimado no altar de pedra, mas seria imolado, queimado, por assim dizer, num altar de madeira. Sobre a cruz. O fogo que cairia sobre ele não seria fogo de uma tocha, acendida por homens, mas o fogo do juízo divino que iria consumi-lo naquela cruz.

Quando Jesus tomou o lugar do pecador, para morrer no lugar deste e assim cumprir o sacrifício que Deus exigia pelo pecado, esse sacrifício por incrível que pareça, embora tenha acontecido num determinado momento da história humana, tem a validade para trás e para frente. Tem o poder de salvar todos os que antes de Cristo creram que Deus iria prover um sacrifício eficaz pra purificá-los de todos os pecados, e para todos que depois de Cristo, creram que Deus já proveu esse sacrifício perfeito, para nos purificar.

Isaias foi salvo pelo sacrifício de Cristo. Talvez, ele na época, não soubesse disso, mas ele cria, tinha fé que Deus iria salvá-lo. E esse sacrifício tem valor eterno. Chegará um dia em que não existirá mais tempo e entraremos de novo na eternidade. A eternidade surgiu quando toda a matéria foi criada, porque Deus criou o tempo também, criou o universo e chegará o momento em que toda matéria, a terra, será destruída pelo fogo, e terminará também o tempo. O próprio Einstein previu que seria impossível existir matéria sem tempo, e tempo sem matéria. Antes dele, Santo Agostinho também escreveu sobre isso, mais de mil anos antes de Einstein! Mas mesmo quando acabar o tempo, ainda assim, o sacrifício de Cristo será lembrado na eternidade, porque Ele é atemporal e o valor de seu sacrifício é eterno. Então vemos Isaias ser tocado por esse juízo, que foi tirado do altar, a brasa viva, e o anjo anuncia que sua iniquidade foi tirada e purificados os seus pecados. Versículo 8: “Depois disto ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Então disse eu: Eis-me aqui, envia-me a mim”. Note a mudança na atitude de Isaias, um pouco antes ele fala "ai de mim", agora diz "eis-me aqui, envia-me a mim", esta é a resposta de um homem que sabe que seu pecado foi purificado, sabe que agora não está mais debaixo do juízo de Deus, que está pronto para servir a Deus, porque foi salvo, porque foi purificado. E esta é a resposta de todo coração que crê em Jesus como seu salvador.

Mas vamos ver mais um pouco sobre essa viagem da qual estou falando, essa distância daqui até o céu, agora no capítulo 14 do evangelho de João. Estamos no Novo Testamento, ainda não aconteceu nesse momento do evangelho, a morte de Cristo, mas já estava previsto seu sacrifício no lugar do pecador. João 14:1: "não se turbe o vosso coração, credes em Deus, credes em mim!” Jesus está se despedindo agora dos discípulos, sabe que vai morrer, aliás sempre soube que ia morrer, porque veio para isso. Cristo nasceu para morrer. “e quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também. Mesmo vós sabeis para onde vou, e conheceis o caminho." Esta é a esperança do cristão. Cristo irá voltar para buscar os que são seus. E os seus, são aqueles que um dia se reconheceram pecadores e creram em Jesus como Salvador, que creram que na cruz ele pagou por todos os nossos pecados e que satisfez plenamente a justiça de um Deus três vezes santo. Um Deus santo, santo. E aqui Jesus fala, “vós sabeis o caminho”, mas Tomé, que sempre é tido como aquele que é incrédulo, que duvida, disse-lhe: “Senhor nós não sabemos para onde vais, e como podemos saber o caminho?” E a resposta que Jesus dá a ele, ecoa desde então. Ela poe por terra qualquer religião, qualquer filosofia, qualquer ideia humana que afirme que todos os caminhos levam a Deus, que qualquer religião que você pratique vai lhe salvar, que se você der esmola, se fizer isso, se fizer aquilo, será salvo. Não! O caminho não é uma religião, o caminho não é esmola, o caminho não são boas obras, o caminho não é reencarnação, não é um ser humano na terra, um sacerdote, não é um mártir, nada disso. “Disse-lhe Jesus, eu sou o caminho, a verdade e a vida, ninguém vem ao Pai senão por mim". - Ah, você diria,- mas e fulano, que acredita tanto em Buda, e é tão fiel, tão bom. “Ninguém vem ao Pai senão por mim!” Diz Jesus. - Mas e sicrano, você ainda pode insistir, - que morreu pela fé que tinha em Maomé? “Ninguém vem ao pai senão por mim” diz Jesus. Não há outro caminho. “Eu sou o caminho”. Esse é o caminho do céu.

Mas, e o que vamos encontrar no céu? Essa seria outra pergunta. Vamos encontrar aqueles que creram em Jesus e vamos encontrar tudo aquilo que desejávamos encontrar no céu. Quando Adão estava no Éden, Deus tinha o melhor pra ele. Tinha o melhor dos planos, tinha só boas intenções para com o homem, mas este quis seguir seu próprio caminho independente de Deus e por isso ele pecou. Daí pra frente o que o homem busca? Podemos tentar classificar aqui, algumas das principais coisas que o homem almeja.

Ele busca não morrer. Você conhece alguém que não queira morrer? As bancas de revistas estão cheias de dicas de nutrição, de saúde, ginástica etc, para que você possa viver sempre contente, feliz, saudável, e não morrer. A clínicas estão cheias de pessoas que vão ao médico atrás das curas das suas doenças, a fim de não morrer. Este desejo do homem, Deus oferece para aquele que crê em Jesus. Os homens também desejam, serem libertos do juízo. Eu falei anteriormente, que depois da morte vem o juízo eterno, e todos tem medo do inferno. Todos tem medo de sair deste mundo e serem condenados. Muito bem, a outra coisa que Deus oferece para aqueles que creem em Jesus, além de não morrerem mais, é não serem condenados. E sequer passar pelo juízo! Aqueles que creem em Cristo tiveram já, todos seus pecados pagos na cruz, e se foi pago, então não há mais o que pagar, não há mais dívida. É como se alguém resolvesse ir ao banco e pagar a dívida que você tem ali, e num dia qualquer, você se dirigisse ao banco para verificar como está a sua situação. O atendente diria que não há divida alguma. - Mas como assim? - você argumentaria, - eu devia um milhão ainda ontem! O atendente afirmaria que já fora quitado, que não consta mais nada em seus arquivos, ele poderia até mesmo lhe oferecer um empréstimo, quem sabe, um seguro. Vão até mesmo lhe oferecer um serviço, porque você não deve mais nada. Está tudo absolutamente quitado.

Então a primeira coisa que o homem deseja é ter vida eterna, perene e isso Deus dá. Ele quer se ver livre do juízo, não ter que dar conta dos seus pecados, Deus também oferece isso, pela fé em Jesus. Outra coisa que o homem busca, é a sua satisfação. Quando sentamos à mesa para comer queremos ficar satisfeitos. O homem deseja viver satisfeito. Satisfação humana. Eu quero, você quer, todos queremos estar plenamente satisfeitos com tudo, e Deus, oferece isso no céu.

O que mais o homem deseja? Algo que todo mundo quer ter, sua própria identidade. A sua própria singularidade. Ninguém quer ser apenas mais um na massa de pessoas, todo querem ser reconhecidos por alguma coisa, todos querem poder falar: eu sou fulano, tenho isso, sou conhecido por isso, ter o desejo de uma identificação própria. Temos uma impressão digital que não pode ser repetida, somos seres singulares, e queremos manter isso para sempre. Algumas religiões falam que você vai virar uma massa, uma coisa etérea, e que tudo vai tudo virar uma coisa só. Porém Deus oferece a sua personalidade para sempre. Uma singularidade obviamente livre de pecado, livre de todos os problemas que trazemos nesta vida. Outra coisa que Deus oferece no céu, é poder. Interessante pensarmos que todos nós desejamos ter algum tipo de poder, algum tipo de domínio, ainda que às vezes possamos usar mal isso, queremos ter alguma posição neste mundo, e Deus oferece, por mais incrível que isso possa parecer. Podemos até falar, mas que estranho falar isso, está na Bíblia? Sim, está. Deus oferece também a possibilidade de você ser visto na companhia de pessoas importantes. Todo mundo gosta disso. Há lugares que às vezes você vai, e vê fotos na parede na casa de uma pessoa, fotos da pessoa ao lado do presidente, do governador. Ela expõe a foto numa moldura, afinal aquela foi uma oportunidade única, onde esteve ao lado de um artista famoso, por exemplo, põe no Facebook, enfim, todo mundo se sente bem ao lado de alguém importante e Deus também promete isso àqueles que creem em Jesus e vão para o céu. E promete também a você, fazer parte importantíssima nas coisas do céu. Ele promete o lugar mais elevado possível que um homem pudesse estar.

Vamos rapidamente ver essas promessas no livro de Apocalipse, capítulo 2. Estas são sete cartas que foram reveladas ao apóstolo João e que tem um sentido profético. São cartas endereçadas a sete igrejas, que eram congregações reunidas ao nome do Senhor Jesus na Ásia e são sete nomes de cidades. Elas tem uma aplicação obviamente histórica, já que essas igrejas existiram. São cartas escritas sempre no plural, para a igreja como um todo, para aquelas assembleias de pessoas, mas existem promessas singulares em cada uma. E é sobre essas promessas que vamos tirar uma ideia do que podemos esperar no céu.

No capítulo 2, metade do versículo7: “ ao que vencer dar-lhe-ei de comer da árvore da vida que está no meio do paraíso de Deus”. Deus colocou Adão no paraíso e ali havia duas árvores distintas além de todas as outras. Mas essas duas, uma era a árvore da vida e a outra, a árvore do conhecimento do bem e do mal. Deus não proibiu o homem de comer da árvore da vida. Mas se homem comesse desta, ele não morreria mais. O homem viveria indefinidamente. E se comesse da árvore do conhecimento do bem e do mal, ele, segundo Deus havia avisado, morreria. E essa morte não seria apenas física, ele iria morrer também espiritualmente. O homem iria ficar numa condição de morte espiritual e foi justamente desta árvore, que Deus proibiu de comer, que o homem caiu em pecado e o resto é a história da humanidade que conhecemos. Mas agora Deus promete ao que vencer, “dar-lhe-ei de comer da árvore da vida que está no meio do paraíso”. Quando o homem pecou, e foi expulso do paraíso, Deus achou por bem, não deixá-lo permanecer lá, porque se o homem comesse da árvore da vida, ele viveria para sempre nessa condição de pecador. Mas, na sua grande misericórdia, Deus isolou o homem daquela árvore, a fim de evitar que ele vivesse eternamente naquela situação, porque Deus não queria isso para o homem. Mas agora Ele oferece essa vida perene, constante no céu.

Esta árvore da vida aparece também no futuro, no reino milenial de Cristo sobre a terra, mas este é um outro assunto, porque ela estará no reino e as pessoas que comerem de suas folhas serão curadas das doenças. Aqui, porém, não é essa a promessa, pois será oferecido não as folhas, mas o cerne da árvore, a própria vida para sempre!

Na outra carta, dirigida a Esmirna, no fim do versículo 10 lemos: “sê fiel até a morte, dar-te-ei a coroa da vida, quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas. O que vencer, de modo algum sofrerá o dano da segunda morte”. O que é a segunda morte? É o juízo eterno de Deus, que em outras passagens é descrito como ser lançado no lago de fogo onde o bicho não morre, onde há gemidos e ranger de dentes. Ou seja, não é um lugar onde as coisas se acabem. É chamado de segunda morte porque é um juízo. A morte é um juízo. Morte física é uma consequência do pecado, é um dos juízos que Deus avisou que o homem receberia por ter sido pecador. Existe, em alguns países, a pena de morte, que é o juízo por um crime muito ruim, onde o réu é penalizado a morrer, por ter praticado o pior do crimes. E é considerada a pior de todas as penas. Deus então promete ao que vencer, que este não receberá o dano da segunda morte, não haverá o juízo eterno para aqueles que creem no salvador Jesus Cristo.

Vemos na terceira carta, agora a Pérgamo, mais uma promessa, no versículo 17, “Ao que vencer darei do maná escondido” O maná era um alimento que caia do céu e que alimentou o povo de Israel durante 40 anos na sua peregrinação no deserto. Aquilo era uma figura de Cristo, que fala muito tempo depois disso, nos evangelhos “eu sou o pão caído do céu”. Isso nos fala que em Cristo, no céu, teremos satisfação plena. Ninguém sentirá fome, ninguém sentirá sede, ninguém sentirá falta de coisa alguma, porque todos teremos tudo em Cristo. É falado em Efésios que Deus “nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo”.
Esta é a promessa. Todas as bênçãos espirituais no céu em Cristo. Isto é posse, propriedade daquele que crê em Jesus. Mas o versículo em Apocalipse continua: “e lhe darei uma pedra branca, e na pedra um novo nome escrito, o qual ninguém conhece senão aquele que o recebe”. Note aqui a individualidade, a identidade daquele que crê em Jesus. Para sempre eu serei o Mário, com um outro nome, mas eu serei eu. Você será você, desde que você creia no Senhor Jesus. Você vai ter sua identidade eternamente, não é isso o que os homens buscam neste mundo? Um nome? Quanta gente morre para ter um nome, para virar placa de rua? Mas Deus nos dá algo muito mais precioso no céu.

A quarta carta, a igreja de Tiatira, ainda no capítulo 2, versículo 26: “Ao que vencer, e ao que guardar as minhas obras até o fim, eu lhe darei autoridade sobre as nações”. Quando pensamos em quantos cristãos foram sacrificados debaixo de regimes totalitários, regimes tiranos, que sofreram quietamente, e foram e ainda são perseguidos. Nos países islâmicos, por exemplo, o cristianismo é proibido. Dubai é um país lindo, mas o evangelho não pode ser pregado lá, se você tentar distribuir um simples folheto naquelas ruas, irá preso. Porque não é permitido evangelizar naquele país. A Arábia Saudita que é uma grande potência, um país riquíssimo, com ótimas universidades, tem a internet vigiada e sites cristãos censurados, não podem ser acessados. É proibido ser cristão nesses países. Existe um outro país, que agora não lembro o nome, onde se produzem automóveis e tem uma pista famosa, lá não há uma igreja cristã sequer, não há um templo religioso cristão, nada! Pode até ser lindo, maravilhoso, tudo é festa, há muitos shopping centers, mas Cristo não entra ali. De jeito nenhum! Os cristãos são oprimidos, presos, mortos. Mas um dia isso se reverterá. “Darei poder sobre as nações”. Os que creem em Jesus reinarão com Cristo sobre as mesmas nações que um dia oprimiram e perseguiram cristãos, terão cristãos reinando sobre elas com Cristo. Essa é a promessa de Deus.

Há uma outra promessa em Apocalipse 3:4, no fim do versículo: “comigo andarão de branco, porque são dignas disso. O que vencer será assim vestido de vestes brancas, e de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida; antes confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos”.

Na promessa anterior, o cristão estará reinando com Cristo, nesta, o cristão é visto com Cristo. Andando com ele. Visto por todas as hostes celestiais, visto pelas nações. Que lugar de altíssimo privilégio! Andar junto com Jesus, de branco, nos fala de pureza, de justiça, já com os pecados todos eliminados. No versículo 5 lemos: “e confessarei o seu nome diante do meu pai e de anjos”. Que apresentação! O próprio Senhor Jesus, nos apresentando ao pai, e aos seus anjos. - Veja, este aqui eu salvei. Você será um desses, desde que creia em Jesus como seu salvador.

Como se não bastassem todos esses privilégios, há uma outra promessa no capítulo 3, versículo 12: “ A quem vencer, eu o farei coluna no templo do meu Deus, donde jamais sairá; e escreverei sobre ele o nome do meu Deus, e o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém, que desce do céu, da parte do meu Deus, e também o meu novo nome”. Agora ele tem um certificado de propriedade, e não só isso. Templo é um lugar de adoração e coluna, uma parte vital de um templo, se uma coluna for derrubada, o templo cai. O que é oferecido aqui portanto, é colocar cada cristão numa parte vital de todo sistema de adoração a Deus, todos tendo ali seu lugar de importância reconhecido por Deus.

E finalmente na carta a Laodiceia, além de todos os privilégios elevadíssimos que já lemos, vemos agora o ponto alto da promessa de Deus, àquele que crê em Cristo. Versículo 21 do capitulo 3, “Ao que vencer, eu lhe concederei que se assente comigo no meu trono assim como eu venci, e me assentei com meu Pai no seu trono. ” É o que Jesus faz quando diz “vinde a mim todos vós que estais cansados e sobrecarregados e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós meu julgo, porque sou manso e meu fardo é leve”.

Porque alguém desprezaria isso? O que há para perder? Os pecados. Sim. Esses, você perde todos, mas ganha a vida eterna, e ganha esse lugar de privilégio altíssimo. Na presença de Deus. De Cristo.