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O clerigo muçulmano e a estudante crista - Mario Persona

O clérigo muçulmano e a estudante cristã - Mario Persona (mp3) 
http://files.3minutos.net/evangelho/O-clerigo-muculmano-e-a-estudante-crista-MPersona.mp3



Youtube: https://youtu.be/zJuYtfmr-c8

O clérigo muçulmano e a estudante cristã
Mario Persona

Esta semana eu recebi um e-mail com um link; quem enviou foi um líder de uma banda pop brasileira bem conhecida, e ele deve acompanhar as coisas que eu publico. Ele escreveu me perguntando: “Mário, o que você responderia a esse muçulmano?”

Entrei no link do Youtube e tinham uns quatro ou cinco minutos de vídeo. E eu achei que era o fim de uma palestra de algum clérigo muçulmano numa universidade de algum país islâmico, porque a audiência toda, o auditório grande e as pessoas estavam todas vestidas com roupas típicas do Oriente Médio... Aparentemente, pela ovação que ele recebia cada vez que falava, deviam ser também muçulmanos, e esse trecho era do fim, provavelmente quando é aberto para perguntas dos estudantes e uma jovem colocou-se de pé e perguntou se ele achava que um cristão poderia ser salvo, se poderia ir ao paraíso.

Ele, um clérigo muçulmano e muito esperto (dá para ver que ele era uma cobra criada e que conhecia a Bíblia na ponta da língua), sabia os versículos e os repetia um atrás do outro, como se fosse um papagaio; devia ter memorizado muitos versículos, principalmente dos evangelhos.

E ele respondeu a ela: “claro que pode!”. Claro que um cristão pode ser salvo, se ele apenas seguir os ensinamentos de Jesus.

E ele fez ainda uma declaração que eu até anotei: “um cristão verdadeiro é o que é salvo por seguir os ensinamentos de Jesus”. Foi essa a resposta que ele deu.

Mas ele continuou, dizendo o seguinte: que um cristão que segue os ensinamentos de Jesus, na verdade, ele é também um verdadeiro muçulmano, porque o islã acredita que Jesus é um grande profeta e, se você acredita nisso, você é um muçulmano, já que o islã acredita que os ensinamentos de Jesus são corretos, e que o próprio alcorão é baseado na Bíblia e nos ensinamentos de Jesus, disse ainda que o profeta Maomé elogiava Jesus e “blablabla”.

Ele citava vários versículos, até que ele chegou num ponto (porque ele não ia sair dali, não ia terminar a ênfase dele de que que um cristão pode ser salvo seguindo os ensinamentos de Jesus, sem ir no ponto nevrálgico do cristianismo que é: Jesus é Deus!) e ele começou a enrolar e dizer que, pra você ser um bom cristão (e por consequência um bom muçulmano), você tem que entender que Jesus não é Deus. Começou a citar um monte de versículos, que obviamente mostravam que Jesus é o filho e Deus é o Pai, que Jesus é o filho de Deus e que, portanto, se há um pai e um filho, logo, eles não podem ser a mesma pessoa.

No fim, ele fez toda aquela justificativa e não precisa nem ser muçulmano para tentar usar desses argumentos que ele usou; basta você ser um testemunha de Jeová, que não crê na divindade de Cristo, ou você ser um unitarianista, cristãos que dizem que há um só Deus e que esse Deus não é três pessoas, ou seja, eles não creem na trindade. Há cristãos também que dizem que existem Pai, Filho e Espírito Santo, mas que é o mesmo Deus; num momento Ele veio como um pai, num outro momento como filho e num outro como Espírito Santo. Eles só não explicam porque o Filho orava ao Pai. Estaria Ele falando consigo mesmo?

A Bíblia ensina que existe Pai, Filho e Espírito Santo. Um Deus triuno; um só Deus e três pessoas. Não posso explicar isso. Não consigo entender, porque nenhuma mente humana vai conseguir explicar um Deus em três pessoas. Esse é um dos mistérios de Deus, e se eu conseguisse explicar a natureza de Deus, a essência, eu teria que ser Deus também.

Então, aquele que crê realmente em Jesus, se contenta em aceitar certas verdades como sendo mistérios, coisas que são inacessíveis. O próprio Deus habita na luz inacessível e a Bíblia fala que ninguém O viu e ninguém O verá.

Quando um dos discípulos de Jesus falou: “mostra-nos o Pai”, Ele disse: “quem me viu a mim viu o Pai”. Porque o Senhor Jesus é Deus também, embora seja outra pessoa. Ele é o Filho de Deus, mas é o máximo que vamos ver de Deus: Cristo! E eu me contento muito com esse máximo. Não preciso mais do que isso.

A divindade, na sua essência, habita na luz inacessível. E o que é isso?

Tudo no universo são ondas. Poderíamos pensar em tudo.

Isso aqui é madeira, mas são átomos na verdade, e que estão vibrando numa certa frequência.

A luz é energia e a matéria é energia de uma certa forma, numa determinada frequência, tudo se resume a um espectro de energia. E Deus habita fora desse espectro, ou seja, fora de todas as coisas criadas. Deus não habita nas coisas criadas, Ele não faz parte da criação.

Como?

Não dá pra imaginar. Porque nós só temos os sentidos e ainda assim, os equipamentos que atingem lugares que nossos sentidos não vão, eles tampouco jamais chegarão até Deus.

Então, até mesmo quando a ciência tenta provar lugares que Deus existe, é uma piada. É uma perda de tempo, porque como você vai provar que Deus existe? Cheirando, pesando na balanca? Não!

Então, como eu disse, muitos cristãos (não precisa nem ser muçulmano) duvidam ou discordam da divindade de Cristo.

Testemunhas de Jeová, os Mórmons que se dizem cristãos, os unitarianista, mas esses na verdade, dizem que Cristo é Deus e no fundo, acabam saindo também do que ensina a palavra de Deus.

Então, o ponto principal que esse clérigo queria jogar em cima daquela garota, que ficou em papos de aranha, porque ele fazia perguntas e ela, no meio daquela multidão toda olhando para ela com cara sarcástica, uma menina cristã que assim se declarou, mas o ponto foi esse: ele tentou destruir a base da fé crista, de que a origem de tudo é Cristo, Deus e homem; a encarnação do filho de Deus, que se fez carne e habitou entre nós.

Esse Deus todo poderoso estava aqui, tanto que Ele é chamado de Emanuel, que era anunciado pelo anjo à Maria. Ele viria a nascer, aquele que seria chamado de Emanuel, que significa Deus conosco. Mas na verdade, o ponto que ele deu o nó, foi o primeiro, quando ele fez essa declaração: “cristão verdadeiro, é o que é salvo por seguir os ensinamentos de Jesus”. Está certo isso?

Ou ele é salvo para seguir os ensinamentos de Jesus?

Olha como uma palavrinha faz uma diferença tremenda numa frase como esta.

O correto seria dizer: cristão verdadeiro é salvo “para” seguir os ensinamentos de Jesus!

A salvação vem antes. Depois o andar, que é uma consequência dessa salvação; não o contrário. Tinha uma pegadinha na primeira frase, com a qual ele abriu o diálogo com essa garota, e ela não prestou atenção naquele momento. Foi justamente nisso, ele jogou uma frase, que é uma pegadinha, como se seguindo os ensinamentos de Jesus, você recebesse a salvação. Não!

O grande problema do islamismo é que ele crê naquilo que todo mundo crê: que menino bonzinho vai para o céu!

Essa é base da fé de todas as religiões.

Se você pegar um budista, que nem tem Deus nessa crença (não existe Deus no budismo. Tudo é uma grande energia, mas Deus não existe; um Deus pessoal a quem você fale. Há demônios, mas Deus não), eles acreditam que se você fizer o bem e se esforçar, se você eliminar seu carma e neutralizar o seu eu, enfim, um monte de bobagem assim, você chega no nirvana. E cada um tem a noção do que seja o Nirvana.

Se você pegar mesmo religiões cristãs; essas que eu citei, como os testemunhas de Jeová por exemplo, eles creem que se você for bonzinho e se andar direitinho, segundo os preceitos da Bíblia, segundo os preceitos da sociedade Torre de Vigia, você talvez, quem sabe, por ventura, poderá ser salvo no final; do Juízo Final. Deus vai julgar o que você fez, aquilo que você fez de errado, o que fez de certo e você vai ou não habitar na Terra Prometida (aqui na terra. Não tem céu para eles. Só uma parte, os mais espirituais irão para o céu).

Se você falar com um mórmon, ele vai dizer que se você for um bom mórmon, se fizer tudo direitinho, seguir a doutrina, etc, um dia, você será salvo. Mas não é só isso não, os mórmons oferecem umas vantagens fantásticas. Você também será Deus! E aí você terá a oportunidade de criar o seu próprio universo e de ser Deus sobre o seu universo. Olha que coisa boa! Quem não quer ser Deus? Até Eva quis! Quando satanás falou, “sereis como Deus”; ele prometeu isso a ela.

Portanto, isso é antigo. A religião antiga no Éden, quando Satanás prometeu a Eva, “se vocês comerem desse fruto, sereis como Deus, conhecedores do bem e do mal”.

Ora, quem não deseja isso?

Então eles oferecem isso no cardápio de vantagens se você aderir àquela organização.

Se você vai a outras religiões ditas cristãs, vai encontrar também discrepâncias tão grandes em relação a Bíblia, que elas mais se encaixam em um Islamismo cristão do que no cristianismo bíblico e há muitas por aí.

Negam a divindade de Cristo e se não negam, dão uma camuflada na coisa, negam a salvação pela fé apenas na obra expiatória de Cristo na cruz e pregam sempre a mesma coisa: se você for bom será salvo, se não, você será perdido.

E o que prega o islamismo?

No fim de tudo, no frigir dos ovos do juízo final, Deus vai ter uma grande balança e vai colocar todas as suas obras boas de um lado (como naquelas balanças antigas, não digitais, que tem os pratos; a gangorra) e todas as sua obras ruins do outro lado; o que pesar mais, vai garantir a você a entrada do Paraíso (no caso dos islâmicos, dos muçulmanos é o paraíso; que é onde tem aquele monte de virgens, que estão esperando os homens muçulmanos). Então pesou mais, entrou.

Agora, veja que interessante, que pouca gente percebe isso.

É uma salvação “meia boca”. O que eu quero com isso?

Você entra com meia boca, e mais um. É que nem voto, 50% mais um. Por que?

Porque se pesar mais as obras ruins, você está perdido, se pesar um pouquinho menos, está salvo. Você foi salvo por 50,5%! Agora Deus vai abrir o céu para pessoas que estão 50,5% perfeitas? Pense bem, isso faz sentido?

Não é eleição de um governo. É para entrar na presença de Deus, onde não entra um pecado sequer. Paulo fala que por um só entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte. Lá no jardim do Éden, quando Adão e Eva pecaram.

Quantos pecados eles cometeram para perder a posição que tinham de comunhão com Deus? De um lugar num jardim de delícias onde tudo era perfeito, tudo estava bem e não havia doenças nem tinha sofrimento, quantos foram os pecados? Um só!

Agora como eu, com tantos pecados que tenho, poderia achar que se eu puser mais um esmolinha no lado certo da balança, eu ganho? Ou tirar um pecado do outro lado... Não sei exatamente como é que funciona essa balança. Tenho que perguntar para um clérigo muçulmano.

Mas de qualquer maneira é uma piada, porque Deus é um Deus Santo!

E falar isso, pregar essas coisas, é considerar que Deus não é Santo. Ele se contenta com 50% mais um voto. Ele não é perfeito. O céu não será um lugar perfeito, porque terá um monte de gente que foi avaliada, “que nota você tirou pra estar aqui?”. Será assim?

Isso é um absurdo! A religião humana é um absurdo.

O islamismo nega o pecado original.

Um muçulmano não acredita que o homem seja inerentemente pecador, pecador por natureza. Ele acha que o homem vai se tornar pecador, quando começar a pecar.

Ora, a Bíblia deixa muito claro que nosso ancestral Adão foi expulso da presença de Deus por causa de um pecado e depois, toda a Bíblia, toda doutrina cristã é baseada no fato de que nós somos uma raça corrompida pelo pecado. Paulo explica isso muito bem em 1 Coríntios 15, quando fala da corrupção do homem natural.

Deus precisa criar um novo homem para isso. Ele entregou o velho homem na cruz, colocando os nossos pecados sobre Cristo, para Ele ressuscitar e começar de novo; uma nova criação.

E não precisa ser muçulmano para acreditar que o pecado original não exista.

Muitas religiões cristãs também não acreditam.

Eu recebo muitas perguntas; há uma religião que se você perguntar para eles de que igreja ele é, eles respondem “ah, eu não sou de nenhuma denominação. Eu sou da Igreja de Cristo”.

Essa religião foi fundada em 1700 e alguma coisa, por um homem chamado Campbell, que fundou uma denominação chamada “Church of Christ”. Então na realidade, quando essa pessoa responde para você que ela não é de uma denominação, mas da Igreja de Cristo, é porque a denominação se chama assim!

É impressionante o que as pessoas fazem para dar nó.

Essa religião que se diz cristã e que tem missionários no Brasil pregando por aí, diz que o homem não nasce pecador. Diz que ele se torna pecador a partir do momento em que pratica o primeiro pecado, negando assim um ensino básico, principal da Bíblia quanto ao nosso pecado, a nossa natureza pecaminosa.

Outro erro doutrinário dessa religião é dizer que o batismo limpa os pecados; que o batismo salva. Para ser salvo, você precisa ser batizado...

Isso também coloca uma outra questão difícil de se resolver: você precisa de dois salvadores.

Você precisa de Jesus como Salvador e da pessoa que vai lhe batizar. Porque se um dos dois faltar, você não está salvo.

Se você estiver no deserto sozinho e lá decidir clamar a Deus por misericórdia e por salvação, ali moribundo no deserto, não tem água, nada, não tem ninguém que batize você, então amigo, você está perdido.

Olha aqui onde chega a religião do homem!

Uma vez, conversando com uma pessoa que era de uma religião dessas que diz que você precisa fazer isso, fazer aquilo, fazer aquilo outro, eu falei:

- Imagine se eu fosse um marginal, na cama de um hospital, estou para morrer. Minha vida foi errada, só pecados. Nunca fiz bem a ninguém. Aí você entra e fala todas essas coisas bonitas da sua religião e eu digo que eu não tenho uma boa obra para oferecer a Deus, o que você vai me dizer?”
- Ah, eu vou falar que agora não tem mais jeito.

Veja onde chega a religião humana.

E no entanto, o contrário disso é que vemos na Bíblia; uma religião de graça, de misericórdia, uma religião que é Cristo!

Não é uma religião, é uma pessoa! A salvação não está numa religião, mas sim numa pessoa.

A palavra religião em latim, seria religare. É você voltar a se ligar a Deus.

Ora, como vou refazer uma conexão que perdi e não é feita de baixo pra cima, mas que só pode ser feita de cima para baixo? E nem é uma reconexão, mas sim Deus eliminando tudo daquela conexão ou modem, um computador, você, tudo! Acabando com você e com sua velha vida, para começar de novo, numa nova natureza lhe dando uma vida nova que vem do céu.

Se alguém não nascer da água e do Espírito, como o Senhor Jesus fala para Nicodemos, e com água ali, Ele está querendo dizer a palavra de Deus, conforme outro versículo em Efésios Capítulo 5, “se alguém não nascer da água e do espírito não verá o reino de Deus”. Nascer de novo! Um novo nascimento, uma nova vida agora dentro da pessoa; uma vida que é capaz de crer em Jesus, uma vida que é capaz de se arrepender de seus pecados, uma vida completamente nova.

É isso que Deus oferece naquilo que é o verdadeiro Evangelho.

Não é que o cristão verdadeiro é o que é salvo “por” seguir os ensinamentos de Jesus; mas é aquele que é salvo “para” seguir tais ensinamentos. Porque ele foi salvo já e agora está livre até para fazer a vontade de Deus. Ele está livre de seus pecados, livre das suas culpas e pode se relacionar com Deus, pode chamá-lo de Pai; algo, aliás, que também é uma ofensa no islamismo.

Se você entrar numa mesquita e lá no meio falar “oh Pai, eu te rogo”, vão botar você para fora. Isso se não for apedrejado! Porque, para um muçulmano, chamar Deus de pai é ofensivo. Eles não acham que o homem possa ter essa relação de intimidade com Deus.

Todavia o Senhor Jesus falou aos discípulos: “eu vou para o meu pai e vosso pai”, e os ensinou a orar ao Pai: “Pai nosso que está no céu”.

Que coisa maravilhosa que é a fé cristã, a fé em Cristo Jesus.

E como conseguimos essa fé? Como conseguimos essa relação com Deus como pai?

Crendo em Jesus como Salvador, reconhecendo os seus atributos de Deus, seus atributos divinos. Quando você crê que Jesus é o salvador, tudo vem no pacote. E isso inclui que Jesus é Deus, por uma razão muito simples.

Essas religiões que eu citei, testemunhas de Jeová, mórmons, islamismo e algumas outras mais, elas acreditam que Jesus seja um ser criado por Deus. Muito elevado, muito puro, muito perfeito, porém, criado. Mas aí tem um grande problema, que é quando chegamos no Evangelho de João1:1: “No princípio era o verbo, e o verbo estava com Deus, e o verbo era Deus”.

Como o verbo poderia estar com Deus e ser Deus ao mesmo tempo?

Por que é!

Como eu disse, não tem explicação, simplesmente é!

A fé é a certeza das coisas que não vemos. É uma convicção de fatos que esperamos, que nós não vemos. Isso é fé.

Era o verbo, estava com Deus, e o verbo era Deus.

Aquela religião que citei, testemunhas de Jeová, pegou malandramente uma Bíblia King James em inglês quando surgiu essa religião e alteraram vários trechos da Bíblia. Tanto é que a Bíblia do testemunha de Jeová é uma King James, mas deturpada, e nesta passagem colocaram: “o verbo era um Deus”, assim, ou você pula da frigideira para cair no fogo, porque você nega que Jesus é Deus. Mas aí você cria uma divindade paralela, o que se torna uma idolatria, já que Deus falou, não terás outros deuses diante de mim, isso está nos primeiros mandamentos da Lei do AT.

Então, o que é isso? Surgiu um deus aqui? Não! E o verbo era Deus. Não tem aqui nada entre esse era e esse Deus.

Continuando, um outro problema que surge, “ele estava no princípio com Deus”.

Esse princípio não é o princípio da criação, mas esta é uma palavra usada por não existir uma outra que expresse a eternidade, que fale de um tempo quando não existia tempo.

Como você explica um tempo antes de se criar o tempo? Não consegue, não tem jeito.

No versículo 3: “todas as coisas foram feitas por ele”. E quem é esse “ele”?

O Verbo, que é Jesus.

Então, veremos adiante, continuando o versículo: “e sem ele, nada do que foi feito se fez”.

Mas espera! Quem fez Jesus? Se nada do que foi feito se fez sem ele, quem o fez?

Aqui entra uma incongruência grave, porque não tem como explicar.

Na realidade, Ele criou todas as coisas, mas nunca foi criado. Porque ele é Deus! Ele é a segunda pessoa da trindade. Ele é o Filho de Deus Eterno e é Deus!

No versículo 14, nós temos a explicação de quem é esse verbo... “E o verbo se fez carne e habitou entre nós. E vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai. Cheio de graça e de verdade”. Ah, diria um testemunha de Jeová, um mórmon, ou muçulmano: “está vendo? Unigênito! Foi gerado!”. Sim, foi gerado em carne, quando veio ao mundo.

O Espírito Santo O gerou no ventre de Maria; esse homem Jesus, que existia. E esse é o problema para as pessoas entenderem: “que já existia”.

Porque Ele se fez carne. Não nasceu apenas, nasceu na forma humana mas se fez carne, se transformou em matéria, algo que Ele nunca tinha sido antes. Nunca tinha tido um corpo material. Hoje, Jesus tem um corpo material.

Não apenas porque Ele nasceu na forma humana, mas porque Ele também morreu como um ser humano, com toda a dor, com todo o sofrimento de uma morte, embora tenha sido uma morte diferente de todas as outras, porque ninguém poderia tirar a vida Dele.

Ele não podia ser morto, pois não tinha pecado.

Ele entregou sua vida e basta olhar as passagens, elas falam muito claro, Ele deu um brado e entregou seu espírito. Ele entregou sua vida. Ele morreu na primeira pessoa.

É impossível morrer na primeira pessoa. É impossível você conjugar o verbo: “eu morro”; como assim “eu morro”?

Eu posso me matar, mas eu não posso morrer. Experimenta fazer força para morrer... Ninguém morre assim.

Mas Cristo tinha essa capacidade de morrer, de entregar a vida, esse poder e Ele falou: “recebi do meu Pai”. Por que recebeu do Pai? Ele não tinha esse poder? Sim.

Tudo o que o Pai tinha, Ele tinha também, mas aqui, Ele estava como filho, obediente ao Pai.

Aqui Ele estava obedecendo uma hierarquia. E obediente a essa hierarquia.

Ele veio para ser homem aqui. E você não consegue ser um “homem com H”, se não tiver um Deus acima de você, um Pai! Simplesmente em termos hierárquicos, pois ninguém pode estar no topo da pirâmide e ao mesmo tempo ser homem, por isso Ele se fez homem em submissão total ao pai.

E foi nessa condição de homem que Ele morreu.

Essa é a natureza de Cristo.

É impossível você chegar a Ele, negando essas coisas essenciais da fé cristã.

É impossível você dizer que ama a Jesus, que Nele crê, mas falar assim: “olha Senhor, mas tem umas coisas a seu respeito que não aceito”. Ora, então você não crê! Não é de verdade a sua fé.

E aqui nos fala nesse mesmo capítulo de João, no versículo 9: “Ali estava a luz verdadeira, que ilumina a todo o homem que vem ao mundo. Estava no mundo, e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o conheceu. Veio para o que era seu, e os seus não o receberam (o que era seu? O povo judeu. O povo que Deus escolheu na antiguidade). Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome;”.

Agora é isso que eu falei, receber a Cristo é recebê-Lo integralmente. É receber a Ele e tudo o que Ele é. Importante sempre lembrar disso.

Pense numa mulher que está noiva de um rapaz que é militar. E ela lhe diz:

- Eu vou me casar com você, mas não com o soldado.

- Como assim? Eu sou soldado.

- Ah, mas então vou casar só com metade de você. A sua metade soldado, não é meu marido. Se alguém me falar na rua, “aquele é seu marido?”, não se ele estiver de farda. Eu vou falar que não, que aquele é o soldado e não meu marido.

Veja que absurdo!

Então, pense o que é você querer receber a Cristo “pela metade”.

“Todos quantos o receberam”, receberam como? Integralmente! Tudo o que Ele é. Tudo o que Ele fez. Tudo! Por inteiro e integralmente.

“Todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus”.

Mas espera, “eu sempre fui filho de Deus”, diria alguém.

Não! Nenhum ser humano é filho de Deus. Todos são criaturas Dele.

E eu vou mais além: não diretamente criados!

Existem alguns seres que foram diretamente criados por Deus. Primeiro os anjos, que são criaturas criadas diretamente por Ele. Deus falou e os anjos apareceram. Depois Adão, que foi uma criatura diretamente criada por Deus. Ele o fez do barro, soprou em suas narinas e Adão tornou-se um ser vivente e a partir daí, todas as pessoas que nascem, nascem como filhos de Adão.

Como elas nascem, é o que vai explicar o versículo 13 que não são filhos de Deus por natureza: “Os quais não nasceram do sangue”.

Os filhos de Deus não nasceram do sangue; não são por descendência, nem da vontade da carne, nem do esforço. Não é do prazer sexual, nem da vontade do varão, mas de Deus.

Então, nascer do sangue, da vontade da carne, nascer da vontade do varão, é um nascimento natural de todo ser humano, que acaba sendo sempre filho do seu pai e mãe; mas não de Deus.

Para se tornar filho de Deus é preciso receber a Jesus.

Receba esse Verbo. Creia em Jesus.

Mas o que é receber a Jesus?

Como falei: é recebê-Lo integralmente. Tudo o que Ele é.

Há inclusive alguns versículos que falam muito claramente que Ele é Deus e eu citarei alguns.

Um diz assim, “deles descende o Cristo (falando dos judeus, Paulo escreve isso em Romanos 9:5) segundo a carne, o qual é sobre todos, Deus bendito para todo o sempre”.

O Cristo descendente dos judeus é Deus bendito para todo o sempre!

Outra passagem que Paulo escreve aos Filipenses 2:6, diz: “Que, sendo em forma de Deus (Jesus sendo em forma de Deus) aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo”.

Não que Ele não fosse Deus, ou que Ele tivesse deixado de sê-lo, mas sendo em forma de Deus, tomou a forma de servo. Ele está falando de forma aqui. Sendo o patrão, Ele colocou o uniforme do garçom do restaurante, ou seja, sendo o dono do restaurante, Ele colocou uniforme e foi trabalhar como se fosse mais um garçom, mas nunca deixou de ser dono do restaurante, é esse o sentido aqui. Ele nunca deixou seus atributos, jamais.

Depois, numa outra passagem, quando Tomé é confrontado com a visão de Cristo ressuscitado na sua frente, ele, que não acreditou no que os discípulos falaram que tinham visto a Jesus ressuscitado, “só se puser a mão nele”, diz Tomé. Então, o Senhor aparece para ele e diz: “põe a mão no meu lado, na minha mão, não seja incrédulo, mas crente”, e Tomé fala assim: “Senhor meu e Deus meu”. De onde veio esse conhecimento? Uma revelação de Deus no coração de Tomé. Ele prostrou-se diante de Cristo, reconhecendo que estava diante do próprio Deus, o filho de Deus, Deus e homem. E o Senhor fala: “Tomé, porque me viste creste, bem aventurados os que não viram e creram”. Isso está em João 20:28-29.

Mais um versículo que mostra essa divindade tão tremenda de Cristo, está em Tito 2:13-14, ele escreve: “do grande Deus (ele está falando de Jesus) e nosso Salvador Jesus Cristo; (chamou a Jesus Cristo de Deus) O qual se deu a si mesmo por nós, para nos remir de toda iniquidade, e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras”.

Percebe agora aquela frase do clérigo muçulmano? Onde estava o erro?

“Remir de toda iniquidade e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras”.

Essa é a ordem: crer em Cristo, ser limpo dos seus pecados, receber vida nova, receber vida ressurreta agora. Poder chamar Deus de Pai, para agora poder falar: “Pai e agora, o que o Senhor quer que eu faça?” e assim ser guiado por Deus para fazer o que Ele fala aqui “zeloso de boas obras”, um povo de Deus.

E outra passagem diz: “O que de seus anjos faz ventos, mas do filho diz: Deus, o teu trono subsiste pelos séculos dos séculos”. Isso está em Hebreus 1:7-8, chamando o Filho de Deus! Dando nome de Deus ao Filho.

E depois em Colossenses 2:9: “porque nele (em Jesus) habita corporalmente toda a plenitude da divindade;”.

Pergunto para quem não crê na divindade de Cristo: qual parte de “toda” que você não entendeu? Toda a plenitude da divindade habitando nesse ser que é Cristo.

Nenhuma plenitude da divindade é deixada de fora nessa pessoa que é Cristo.

O que faz Dele menos Deus do que Deus?

Há uma outra passagem de 2 Pedro, que diz assim: “Aos que conosco alcançaram fé, igualmente preciosa, pela justiça do nosso Deus e Salvador Jesus Cristo”.

Não só Deus, mas Deus Salvador Ele é.

Ele é o Deus misericordioso, Ele é o Deus Jeová, do AT.

Quando no AT Jeová aparecia para Israel, e dizia “Eu sou o que sou”, tanto é que o nome Jeová vem de um tetragrama hebraico, sem vogais, somente com consoantes, para não dizer o nome de Deus em vão.

Então eles nem falavam nada, e vinha daquela frase que Deus se apresentou a Moisés quando este perguntou: “mas quando o povo perguntar quem foi que me enviou, quem devo dizer para eles?” Deus fala a Moisés, do meio daquele arbusto queimando, a sarça ardente que está no AT: “diga que o Eu Sou te enviou”.

Que nome mais perfeito para Deus! Eu Sou!

Por que esse nome é perfeito?

Porque no “Eu Sou” está incluído tudo. Simplesmente:

-Quem é você?

- Eu sou!

Não precisa falar mais nada. Este é Deus.

E quando Jesus esteve aqui na terra, falou algumas vezes este nome.

Existe um momento em que Ele fala aos judeus “se vocês crerem que Eu Sou”, num outro momento, quando eles vão tentar prendê-Lo e Ele fala “a quem vocês procuram?” e eles respondem que a Jesus, Ele diz “Eu Sou” e os soldados caem de costas.

É como se ele estalasse um dedo da sua divindade diante daqueles soldados. Isso os fez voar para trás. Cair de costas. Como se uma onda de choque batesse neles e os derrubasse. Foi uma frestinha que Cristo abriu da sua divindade para dar um soprinho neles e eles perceberem com quem estavam lidando. O Eu Sou!

E outro e último versículo (tem mais na Bíblia. Se você for no AT, dá pra encontrar muitos outros) quando fala em 1 João 5:20 em diante, há um trechinho assim: “e no que é verdadeiro estamos, em seu Filho Jesus Cristo, este é o verdadeiro Deus e a vida eterna”.

Jesus é o verdadeiro Deus e a vida eterna!

Voltando ao capítulo 1 do Evangelho de João, quem é esse verbo?

É o verbo que se fez carne, no versículo 14, e habitou entre nós e vimos sua glória como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade. É esse Jesus! Esse Deus e homem, que veio para consumar uma obra.

Deus percebeu que não havia salvação para o ser humano, a não ser que alguém pagasse pelas culpas. Não era para colocar na balança e ver se está bom, 50% mais 1, e satisfaz. Não!

Deus fala que não tem nenhum, não há um sequer. Não tem quem se salve ou passe no teste. Nenhum!

Então Ele precisou enviar seu próprio filho ao mundo, na forma humana, para tomar sobre si na cruz os nossos pecados. Os pecados de todos aqueles que Nele crêem. Ele pagou ali por cada um deles, para que Deus olhasse e falasse: “estou satisfeito”.

A culpa já foi paga, o réu morreu, o culpado morreu.

“Mas Cristo não era culpado!” Não, Ele não era!

Mas Ele se fez pecado por nós. Ele foi feito pecado por nós e ali consumido na cruz, debaixo dum juízo divino (Deus derramou todo o juízo que o homem merecia sobre Jesus).

E agora Deus pode olhar e falar: “está quitada a conta daqueles que crêem Nele, dos que estão Nele pela fé”.

Você pode estar Nele pela fé. Basta você simplesmente confessar que Jesus é o seu Salvador e o seu Senhor. Com a boca confessar a Cristo e em seu coração crer que Ele ressuscitou dentre os mortos.

Sem ressurreição não há salvação. E muitas religiões negam a ressurreição.

Agora a parte mais bonita para terminarmos... Está no Evangelho de João 5:21: “Pois assim como o Pai ressuscita os mortos, e os vivifica, assim também o Filho vivifica aqueles que ele quer. E também o Pai a ninguém julga, mas deu ao Filho todo juízo”.

Então estamos vendo aqui toda essa ordem de coisas que Deus determinou entre Pai e Filho, com diferentes atribuições no tratamento do homem.

No versículo 23 diz: “para que todos honrem o Filho como honram o Pai”.

Uma vez perguntei a um testemunha de Jeová: “você honra Jeová da mesma que honra Jesus?”. Deus, que é o Deus que eles chamam Jeová e que eles não sabem que é o próprio Jesus do AT.

Ele respondeu “não! Temos que honrar mais a Deus. Jesus é o Filho de Deus, não é Deus”.

Eu mostrei esse verso a ele: “para que todos honrem o Filho como honram o Pai. Quem não honra o Filho não honra o Pai que o enviou”. Simples assim!

Alguém que diz que Jesus é menos que Deus não honra o Filho e portanto, não honra o Pai.

O versículo famoso e que gosto muito dele, é o 24. E por quê eu acho importante esse versículo? Porque se você perguntar a um muçulmano: “se você morrer agora para onde você vai?”, ele não sabe. Ele vai dizer que depende, quando estiver na balança, no juízo final, Deus vai colocar as culpas, as obras e vai pesar.

Se você fizer a mesma pergunta a um testemunha de Jeová, ele também não sabe. “Ah, eu não sei. Se eu for bom, se eu for correto e se eu obedecer todos os mandamentos, blablabla..., aí no dia do juízo, Deus vai pesar na balança.

Se você perguntar a um adventista para onde ele vai, ele vai falar que também não sabe... “Deus é quem vai julgar. Ele verá se eu cumpri a lei como deveria”.

O problema é que a Lei, se você não cumpri-la inteira, você está morto. Porque se você errar num mandamento... É lei. Você pode matar, mas não pode roubar? Não! Você é um transgressor da lei como um todo. Logo, se você transgredir apenas em pensamento, e a Bíblia fala “não cobiçarás”, o que é não cobiçarás? É pensar, é querer por pensamento. Aqui alguém nunca cobiçou?

Todo ser humano cobiça. Todas as pessoas cobiçam em pensamento. Cobiçar o quê? Matar? Sim. O cara fechou você no trânsito, o que você quis fazer com ele? Cobiçar adulterar. Sim também. Roubar? Sim! Todos cobiçam!

E como você vai querer guardar a lei? Não tem como! Por isso que precisamos de um salvador.

Se você perguntar a um mórmon, ele também não vai saber, porque ele não sabe se chegou lá, porque todas essas religiões colocam no homem o poder de salvarem-se a si mesmos e não em Deus.

E aqui fala assim, veja que maravilhoso: “Na verdade, na verdade vos digo, que ouve a minha palavra, (que palavra? Ora, esta que está sendo pregada aqui) e crê naquele que me enviou, (é Jesus quem está dizendo isso) tem a vida eterna e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida”.

Quem ouve, crê, tem!

Não é terá, talvez, quem sabe, vai ter uma balança, vai ter que pesar ainda...

Não é!

Não é restaurante por quilo. É salvação eterna. Você sai daqui, se salva aqui, ou sai daqui perdido. Não é depois. Não tem salvação depois da morte!

É isso o que as pessoas não entendem. Não existe salvação depois de morto!

Salvação acontece em vida! Porque é em vida que você ouve, é em vida que você crê e é em vida que você tem a vida eterna.

Para não entrar em condenação como Ele fala. Não entrará! Ele não diz: talvez não entre. Ah, vamos ver depois. Não! “Não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida”.

Mudou de posição; era um condenado, um morto, um incapaz, era tudo de ruim e, de repente, está vivo agora aos olhos de Deus. Vivo! E se morrer, vai ressuscitar para estar com Cristo no céu.

Esse é o evangelho! Fuja de qualquer imitação.

Fuja de qualquer coisa que coloque no homem a glória, porque se você realmente acredita que vai ter uma balança no fim, meu amigo, esses 51% que você conseguiu para passar no Enen lá do céu, vai ser por mérito seu somente. Não vai ser por mérito de Deus. Fuja disso!

Não tem um ponto, uma vírgula sequer de crédito para o homem na salvação. Todo crédito será dado a Deus, porque no céu os salvos cantarão ao cordeiro: “seja dada toda honra e toda a glória a Ele, que morreu com seu sangue derramado, comprou para si homens de toda tribo, de toda língua de toda nação, e os fez reis e sacerdotes, reinarão sobre a terra”.

É Ele!

Você acha que vai chegar lá e dizer “ao cordeiro e a mim”? Ao cordeiro e a mim que fui bonzinho, que levei minhas boas obras à balança. Não! Não vai haver um sequer que fale isso.

Todos vão falar, “ao Cordeiro” e dar a Ele toda a glória, toda a honra e todo o mérito da salvação eterna!